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Cefet/RJ realiza a quarta edição do evento “Cefet do Orgulho”

Publicado: Quinta, 02 de Julho de 2026, 13h37 | Última atualização em Quinta, 02 de Julho de 2026, 13h39 | Acessos: 42

No dia 26 de junho, a Unidade Maracanã do Cefet/RJ recebeu a quarta edição do evento “Cefet do Orgulho”, marcando as comemorações do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+. No Pátio Azul e no Auditório 1 da unidade, foram realizadas atividades de conscientização, expressão artística e diálogo, visando promover o respeito à diversidade e celebrar o direito de as pessoas LGBTQIAPN+ viverem livres de discriminação e preconceitos. 

A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual Layse Costa Pinheiro (NUGEDS), o projeto de extensão (Com)viver /Sexgen, a Associação de Docentes do Cefet/RJ (ADCEFET-RJ) e o Grêmio Estudantil, com apoio das coordenações de curso de Artes (COARTES), Biologia (COBIO), Filosofia (COFIL), História (COHIS), Línguas Estrangeiras (COLIE), Língua Portuguesa (COLIP) e Sociologia (COSOC).

O evento “Cefet do Orgulho” reuniu técnicos, professores e alunos de diversos cursos 

A professora Tarcila Formiga, coordenadora do NUGEDS, destacou que eventos como o “Cefet do Orgulho” são fundamentais para promover discussões sobre questões de gênero e sexualidade e de respeito à diversidade, diante da particularidade de o Cefet/RJ ter uma forte presença masculina, principalmente no ensino técnico. “Em muitos cursos, os alunos são predominantemente meninos; então, esse processo de conscientização é muito importante. É preciso promover acolhimento e construir uma escola com menos preconceito, não silenciar e dar visibilidade ao assunto. A instituição precisa ser acolhedora, inclusiva e segura, tanto para denunciar os casos de assédio e de homofobia quanto para os para os alunos LGBT+ se sentirem aceitos e à vontade”, afirmou. 

O evento começou com uma oficina de cartazes, seguida de um cinedebate com a exibição do curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro. Os estudantes Miguel de Souza, do curso médio técnico integrado em Eventos, e André Felipe, do médio/técnico em Informática, são integrantes do Grêmio Estudantil e participaram da organização do evento como responsáveis pela condução do cinedebate. “Em ações do Grêmio Estudantil, a gente faz cinedebates com frequência, sobre diversos temas. Mas trazer esse filme e a discussão para eventos assim ajuda os alunos a serem tocados, a darem apoio à luta dos estudantes LGBT+”, disse André.  

Já Miguel acrescentou um pouco sobre a obra escolhida. “Achamos que o filme ‘Eu Não Quero Voltar Sozinho’ seria o mais adequado para exibir, por trazer representatividade sobre a homossexualidade entre dois jovens, dois adolescentes que estão na escola”, explicou. Ao participar pela primeira vez de um cinedebate do Grêmio, Miguel sintetizou: “é muito importante esse tipo de evento, principalmente para os alunos LGBT+, porque dá a esperança de que é possível viver sendo quem se é, de que as coisas podem dar certo. Que as pessoas entendam que toda forma de amar é justa, e é natural”. 

Pela manhã e à tarde, o evento contou com a participação da drag queen Melissa L’Orange, que também é palestrante, educadora e doutora em Letras pela USP. Além da performance musical, Melissa conduziu um quiz que animou o público do Auditório 1. Os estudantes e servidores disputaram desafios envolvendo perguntas sobre biologia, língua portuguesa e história, entre outras áreas do conhecimento, sempre relacionadas à temática central do evento.  

 drag queen Melissa L’Orange, a professora Cristiana Valença e a bolsista Maria Eduarda Santos durante o quiz 

Em sua fala, o professor Thiago Rodrigues, do NUGEDS Maracanã, apresentou o núcleo e ressaltou que essa é uma entidade de representação da comunidade acadêmica, oferecendo suporte e atuando como elo entre os estudantes e o Cefet/RJ. “A celebração do Dia do Orgulho é uma das ações que realizamos para marcar essa data, mas temos uma série de atividades durante o ano inteiro e, principalmente, nos disponibilizamos a ser uma ponte entre vocês e a instituição, as direções. É lutando e enfrentando a opressão que conseguiremos transformar as relações de gênero dentro desta escola e, quem sabe, na sociedade de uma maneira geral”.  

Aluna de Eventos e bolsista do projeto (Com)viver/Sexgen, Maria Eduarda Santos contou que conheceu o projeto quando ainda cursava o preparatório para o técnico (pré-técnico) dentro do Cefet/RJ. Seu professor de matemática convidou os estudantes a visitar a Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) e conhecer os projetos participantes. “Quando vi aquele estande lindo, todo colorido, em que havia uma apresentação sobre a boate Stonewall, lembro que adorei o projeto. Visitei outros estandes, mas toda hora eu voltava para aquele e fiquei muito impressionada. Aí, já como caloura, em 2024, comecei a ser voluntária no projeto, até que, em 2025, me tornei bolsista”, narrou. Maria Eduarda ressalta que, sendo o Brasil um dos países que mais matam pessoas trans e com uma forte campanha de desinformação, é fundamental levar informações ao público: “como bolsista a gente acaba tendo um contato maior com a causa e se envolvendo mais, conhecendo as pessoas. É uma experiência ótima, tanto para a futura carreira profissional quanto para a vida. Eventos assim reforçam que todo mundo deve ser respeitado. Há muito boicote e preconceito, mas também aqui há muitas pessoas apoiando”. 

A convidada Melissa L’Orange os docentes do Cefet/RJ Paula Teixeira, Cristiana Valença, Jucilene Nogueira e Thiago Rodrigues

 

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