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Pesquisadoras de computação da Uned Petrópolis têm trabalhos aprovados em eventos no Brasil e no exterior

Publicado: Quarta, 29 de Abril de 2026, 18h53 | Última atualização em Quarta, 29 de Abril de 2026, 18h53 | Acessos: 138

Duas alunas egressas e uma futura formanda da graduação em Engenharia de Computação do Cefet/RJ Uned Petrópolis tiveram seus trabalhos aprovados em dois importantes eventos acadêmicos da área: o Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC), que será realizado em maio, na Praia do Forte (BA), e o 31st IEEE Symposium on Computers and Communications (ISCC), que ocorrerá em junho, em Portugal. 

Isabela Alves e Júlia Souza atuaram juntas desde a pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em 2025, e tiveram seus artigos aceitos em ambos os simpósios: “Uma ferramenta adaptativa para detecção de ataques Cross-Site Scripting no lado do cliente”, no SBRC, e “An Adaptive Client-Side Tool for Detecting XSS Attacks”, versão em inglês do estudo, no ISCC. 

As egressas Julia e Isabela durante a apresentação de seu estudo no Cefet/RJ Uned Petrópolis

Caroline Braga, que está no último período do curso, apresentará no SBRC o artigo “Análise de vulnerabilidades em configurações padrão de serviços em provedores de computação em nuvem”, também desenvolvido a partir de seu TCC. Todos os trabalhos contaram com a orientação dos professores Dalbert Matos Mascarenhas, da Uned Petrópolis, e Igor Monteiro Moraes, da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

Ela frisou que ter o trabalho reconhecido pelo SBRC representa um presente de formatura antecipado. “É uma felicidade enorme. A gente passa meses focando no TCC, anos se dedicando aos estudos, e às vezes nem tem dimensão de aonde isso pode chegar. Para mim, isso demonstra que o trabalho desenvolvido aqui na faculdade tem relevância real e científica”, ressaltou.

 

O trabalho de Caroline compara vulnerabilidades de segurança originadas por configurações padrão nos principais provedores de computação em nuvem

“Até faltam palavras para descrever o sentimento. É como se a ficha não tivesse caído ainda. Às vezes, a gente não acredita que é capaz de alcançar resultados, porque falta isso ou falta aquilo. Acontece que o primeiro passo é sempre fazer e, depois de feito, a gente pode ir desenvolvendo”, comemorou Julia Souza. Para explicar a pesquisa da dupla sobre Cross-Site Scripting (XSS), a jovem resumiu: “nossa ferramenta fica ‘vigiando’ enquanto você navega na internet e usa uma IA para determinar se você está sofrendo um ataque ou não. Nós tivemos resultados muito interessantes em ambientes controlados, e agora estamos pensando em maneiras de testar em ambientes reais”. 

Já Isabela celebrou a conquista das três e reforçou a importância da presença feminina na Engenharia, área ainda majoritariamente masculina. “Conto nos dedos as mulheres que estudaram comigo na graduação e que vejo em nossa área no mercado de trabalho. Vejo que as mulheres têm força, intelecto e capacidade para estarem cada vez mais presentes nesses ambientes”, afirmou.  

Ela também destacou o papel de referências históricas na área. “Assim como mulheres como Ada Lovelace (primeira programadora), Marie Curie (pioneira das pesquisas em radioatividade) e Hedy Lamarr (inventora do Wi-Fi) pavimentaram o caminho, nosso papel agora é continuar essa jornada de construção”, acrescentou.

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